quinta-feira, 5 de julho de 2012
Dica de leitura Por dentro da Pesquisa nº6
Hipertextos na teoria e na prática
(Autêntica Editora)
A categoria hipertexto está longe de repousar tranquila na cama do consenso. Na verdade, ela andou se achando uma garotinha solitária, mas, como é espevitada, navega bem por diferentes paisagens acadêmicas. Ao chegar na praça dos estudos da linguagem, ela foi logo desfilando com roupas densas de uma teoria que sugeria um certo ar de quem quer ser diferente, de quem quer ser notada e reconhecida como novidade absoluta. Mas, aos poucos, a menina experimentou os tecidos leves das práticas reais de leitura e de escrita e se “linkou” a outras cenas de letramentos. Então, da teoria à prática, ela ficou ainda mais bonita, e, por isso, aceitou o convite para desfilar nas páginas desse livro com um ar de quem quer dizer: “vejam, eu não sou tão única como pensei um dia. Eu tenho uma história bacana e é isso que me faz ainda mais fascinante, não acham?” (Júlio Araújo - Universidade Federal do Ceará)
Multiletramentos na escola
(Parábola Editorial)
Hoje, qualquer um edita um áudio ou um vídeo em casa, produz animações de boa qualidade, constrói objetos e ambientes tridimensionais, combinados com textos e imagens paradas, adiciona música e voz e produz trabalhos muito além do que qualquer editora ou estúdio de cinema poderia fazer até alguns anos atrás.
E como fi cam nisso tudo os letramentos? Tornam-se multiletramentos: são necessárias novas ferramentas de áudio, vídeo, tratamento de imagem, edição e diagramação. São requeridas novas práticas de produção, de análise. Embora seja mais cômodo, é inadmissível ignorar as novas linguagens proliferadas no mundo contemporâneo e as necessidades de um letramento crítico que o mundo pede aos alunos. Se, até meados do século XX, as práticas de letramento fundamentadas no uso da tecnologia da escrita atendiam às demandas postas à educação escolar, a partir do surgimento das tecnologias digitais, não mais. Novos desafios são postos à escola.
Diante de mudanças tão repentinas e intensas, professores de língua materna não familiarizados com tais modifi cações, afeitos à boa e “velha” mídia impressa e à tecnologia da escrita, indagam: que enfoque adotar na formação para a linguagem? Devemos ver nossos alunos como sujeitos protagonistas na construção de conhecimentos signifi cativos e reconhecer o lugar dos jovens como produtores e consumidores de bens culturais em novas mídias, entendendo que as culturas juvenis constroem, a partir de práticas letradas específi cas, redes sociais. São as redes que permitirão a esses jovens tornarem-se agentes culturais ativos nas diversas culturas locais e globais.
Sistema de Escrita Alfabética
(Editora Melhoramentos)
No livro, que pertence a coleção Como Eu Ensino, organizada por Maria José Nóbrega e Ricardo Prado, o autor identifica as especificidades e inter-relações dos processos de alfabetização e letramento, propondo o ensino sistemático da notação alfabética aliado à vivência cotidiana de práticas de leitura e escrita.
Psicólogo, mestre em Psicologia Cognitiva (UFPE) e doutor em Psicologia pela Universidad de Barcelona (Espanha), Gomes de Morais é professor titular da UFPE, atuando nos cursos de graduação e de pós-graduação do CE e também no Centro de Estudos em Educação e Linguagem (Ceel). Ele é autor dos livros “Ortografia: ensinar e aprender” e “Alfabetização: apropriação do sistema de escrita alfabética”, este em coautoria com Eliana Borges Correia de Albuquerque.
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